Energia renovável no G7 fica atrás de China e emergentes

Energia renovável no G7: atraso frente à liderança global da China

Em 2025, o crescimento da energia renovável, especialmente eólica e solar, atingiu um novo recorde mundial de capacidade planejada e em construção, totalizando 4.900 gigawatts (GW). No entanto, os países do G7 ficaram notavelmente atrás da China e de outras economias emergentes nessa expansão, segundo o relatório do Global Energy Monitor (GEM).

Contexto global da energia renovável em 2025

A capacidade global de energia renovável aumentou 11% em relação a 2024, liderada principalmente por países em desenvolvimento. A China concentra sozinha mais de 1.500 GW, o que equivale à soma das próximas seis maiores potências: Brasil, Austrália, Índia, Estados Unidos, Espanha e Filipinas. Por outro lado, os países do G7 correspondem a apenas 520 GW, cerca de 11% do pipeline global, apesar de deterem metade da riqueza mundial.

Distribuição da capacidade renovável por tipo

Dos 4.900 GW em desenvolvimento, cerca de 2.700 GW são de energia eólica e 2.200 GW de energia solar em larga escala. Essa expansão é fundamental para o cumprimento das metas climáticas internacionais, incluindo as firmadas na COP28, que visam triplicar a capacidade global até 2030.

Fatores que explicam o atraso dos países do G7

Políticas e investimentos insuficientes refletem a estagnação na expansão renovável do G7. A desaceleração global de 22% para 11% no crescimento anual da capacidade observada em 2025 evidencia obstáculos políticos e econômicos, como leilões frustrados de energia eólica offshore na Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Além disso, a China se beneficia de uma política industrial robusta, com subsídios sólidos, integração da cadeia produtiva e investimentos estratégicos em tecnologias para fabricação de equipamentos, garantindo uma vantagem competitiva sustentável frente ao G7.

Impacto estratégico e perspectivas futuras

A liderança da China e de outros países emergentes na energia renovável muda o centro de gravidade do mercado global. Essa dinâmica acentua os desafios para os países ricos, que precisam acelerar investimentos para cumprir metas climáticas e evitar riscos econômicos e ambientais.

Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), é necessário instalar anualmente pelo menos 317 GW de energia eólica e 735 GW de solar para alcançar os objetivos globais. Em 2025, cerca de 758 GW estavam em construção, concentrados majoritariamente na China e na Índia.

Recomendações para o setor executivo e regulatório

  • Fortalecer políticas de incentivos consistentes e estáveis para fontes renováveis nos países do G7.
  • Investir em inovação tecnológica para competitividade frente a líderes emergentes.
  • Aumentar a cooperação internacional em cadeias produtivas e financiamentos verdes.
  • Avaliar e ajustar mecanismos de leilões para garantir sucesso e atração de investimentos.

Essas ações são essenciais para não comprometer as metas de neutralidade de carbono e fomentar um avanço sustentável e eficiente na matriz energética global.

Para aprofundar o assunto, recomenda-se consulta ao relatório do Global Energy Monitor e dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

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